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STF concede regime semiaberto ao ex-deputado Geddel Vieira, o homem da mala

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin concedeu nesta sexta-feira (10) ao ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB-BA), que ocupou a Secretaria de Governo do presidente Michel Temer (PMDB), direito ao regime semiaberto de cumprimento de pena.

Michel Temer foi o articulador e o autor da carta de pacificação entre Bolsonaro e o STF após impactos dos discursos feitos pelo presidente no dia 7 de setembro. Para a oposição, a decisão do Supremo Tribunal que concedeu direito ao regime semiaberto para Gedel Vieira faz parte do acorto que levou ao recuo do presidente Jair Bolsonaro.

O Peemedebista Gedel Vieira foi preso pela Polícia Federal no início do mês de julho de 2017, em ação decorrente da Operação Cui Bono?, que na época investigava um esquema de corrupção na Caixa Econômica Federal. 


Geddel foi condenado no caso dos R$ 51 milhões encontrados pela Polícia Federal dentro de caixas e malas em um apartamento em Salvador ligado ao ex-deputado. O caso ocorreu em 2017, e a defesa de Geddel alegou que o valor decorria da “guarda de valores em espécie”.

Ao decidir a questão, Fachin entendeu que o ex-parlamentar preenche os requisitos legais e atendeu ao pedido da defesa para ter direito ao benefício.

“Preenchidos os requisitos subjetivo e objetivo e comprovado o recolhimento do valor definido a título de multa penal, defiro a Geddel Quadros Vieira Lima a progressão ao regime semiaberto”, decidiu o ministro.


Entenda porque ele foi preso

O ex-ministro foi preso pela Polícia Federal Geddel durante a ação decorrente da Operação Cui Bono, porque ele foi vice-presidente de Pessoa Jurídica da Caixa entre 2011 e 2013, período investigado pela operação. A prisão decretada pelo juiz Vallisney de Souza Oliveira, da Justiça Federal de Brasília, era preventiva, ou seja, sem prazo para terminar. 

O juiz tinha dado razão ao pedido da Polícia Federal e do Ministério Público Federal, que citam as apurações contra o ex-ministro no âmbito da Caixa, reiteradas por depoimentos do empresário Joesley Batista.

Segundo Joesley, o Grupo J&F pagou cerca de 100 milhões de reais em propina a Funaro que, por sua vez, disse ter repassado a Geddel Vieira Lima 20 milhões de reais em dinheiro vivo. 

Além das provas da participação de Geddel no esquema de corrupção, Vallisney Oliveira também considerou a tentativa de obstrução de Justiça pelo ex-ministro. 

Geddel Vieira Lima fez doze telefonemas ao celular de Raquel Albejante Pitta, mulher de Funaro, a partir do dia 17 de maio, quando se revelou que executivos da JBS haviam fechado delação premiada e que Joesley gravara um diálogo secreto com o presidente Michel Temer. O ex-ministro é nomeado como “Carainho” nos registros das ligações. 

Leia na íntegra: https://veja.abril.com.br/politica/ex-ministro-geddel-vieira-lima-e-preso-pela-pf-na-bahia/

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