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Nome do Dr. Jamal Fares é citado por Renan Caheiros na CPI da Pandemia, médico pode ter sido vítima do FIB Bank


Foto: Roberto Ramos, presidente do FIB Bank - Dr. Jamal Fares, Médico e ex-vereador - Renan Calheiros, Senador e relator da CPI da Pandemia

A CPI da Pandemia ouviu nesta quarta-feira, dia 25 de agosto o diretor do FIB BanK, Roberto Pereira Ramos Júnior, suspeito de ser cabeça de uma empresa envolvida em negociação do governo com o laboratório indiano Baraht Biotech para a compra da vacina Covaxin, no valor total de R$ 1,6 bilhão.

Durante a oitiva na comissão de inquérito, o senador Renan Caheiros perguntou a Roberto Pereira Ramos Júnior, presidente do FIB Bank, se ele conhecida o médico e ex-vereador Dr. Jamal Fares (PSB) de Maringá. Roberto Ramos disse que não.

Mais uma vez Renan Calheiros voltou a perguntar se o FIB Bank tinha relações comerciais com Jamal Fares. Novamente Roberto Ramos afirmou que não. Veja no vídeo abaixo:

FIB Bank é acusado de envolver irregularmente nome de pessoas comuns como associado à empresa

Um áudio enviado à CPI da Pandemia com o depoimento de Geraldo Rodrigues Machado, homem que consta como sócio fundador do FIB Bank, mostra o homem negando qualquer envolvimento com a empresa.

“Nunca estive no estado de São Paulo, nunca participei de nenhuma reunião, não assinei nenhuma ata. Falsificaram minha assinatura e meu nome consta lá como sócio ativo”, diz o áudio.

Procurado pelo repórter Jota Silva aqui do Saiba Já News, o médico e ex-vereador Jamal Fares disse que vai informar seus advogados para que o seu departamento jurídico busque mais informações afim de descobrir se o FIB BanK também usou seu nome irregularmente.

Entenda o Caso FIB Bank

A empresa da qual Roberto Pereira é sócio teria emitido uma carta de fiança irregular apresentada pela Precisa Medicamentos ao Ministério da Saúde, com um contrato no valor de R$ 1,6 bilhão para compra dos imunizantes do laboratório Bharat Biotech. Para firmar a compra, o termo previa a necessidade de um pagamento de garantia no valor de R$ 80,7 milhões, além da quantia bilionária.

Irregularidades envolvendo a composição societária da empresa, que alegou ter um capital social de R$ 7,5 bilhões mas faturamento de cerca de R$ 1 milhão no último ano, além de denúncias do uso de “laranjas” em sua formalização fizeram com que os senadores classificassem a oitiva como uma das mais surpreendentes até então. O próprio nome da empresa causou estranhamento: o FIB Bank não é legalmente um “banco”.

Além disso, dois sócios de uma outra empresa com participação no FIB Bank, o MB Guassu, estão falecidos. Um imóvel que integraria parte do capital social do FIB em São Paulo também não teria lastro real, afirmaram os senadores.

Os nomes do empresário Marcos Tolentino e do deputado Ricardo Barros (PP-PR), ambos amigos, também foram citados ao longo da sessão. O primeiro foi apontado como um sócio de outra empresa com participação no FIB Bank, a Pico do Juazeiro. Telefones que remetiam a ele, porém, também eram os mesmos do FIB Bank.

Roberto Pereira negou a existência de qualquer vínculo ou benefício político com Barros, líder do governo na Câmara.

A Precisa Medicamentos é uma das principais peças do caso Covaxin na CPI da Pandemia. A empresa intermediária a compra do imunizante, mas denúncias de pressão pela aquisição das doses e irregularidades nas invoices (faturas) desembocaram na atual investigação.

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