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Foi mais um golpe, fui cassado por apoiar o presidente Bolsonaro, diz Boca Aberta


Deputado federal Boca Aberta tirando Selfie com o presidente da reública Jair Messias Bolsonaro

O deputado federal Emerson Petriv, conhecido como Boca Aberta (PROS-PR) criticou a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que decidiu, na noite desta terça-feira (24), cassar o seu diploma eleitoral de deputado.

Boca Aberta disse que está sendo vítima de um golpe, para ele a decisão foi no Tapetão; “Eu fui cassado por trabalhar, por defender o povo, fui cassado porque não me rendi aos poderosos, não sentei e nem comi a lavagem com eles lá em Brasília e por apoiar o presidente Bolsonaro. ”

Boca Aberta não poderá recorrer da decisão, os ministros do TSE aplicaram a decisão sem efeito suspensivo, ou seja, sem o direito de defesa.

“Dá para ver nitidamente que quem é aliado do povo, quem defende os menos favorecidos, são perseguidos nesse país... Fui cassado na Câmara de Vereadores porque defendi o povo e denunciei quadrilha, facção criminosa. Fui preso, porque peguei maus médicos dormindo no posto de saúde, nos hospitais, fui preso por defender o direto do trabalhador, o direito do povo de ter um atendimento justo, digno nos postos de saúde. Agora fui cassado pelo meu caráter, porque não sentei e não comi a lavagem com os bandidos no cocho dos porcos e não fiquei aliado do sistema, bati de frente com o sistema, como o presidente Bolsonaro tem batido! “ Desabafou o deputado Boca Aberta.

A decisão unânime e inédita do TSE, impede que o parlamentar cumpra o restante do mandato que é de pouco mais de um ano e cinco meses. Entretanto a decisão da Corte Eleitoral, não retira os direitos políticos de Boca Aberta que poderá novamente concorrer no ano que vem.

Boca Aberta tranquiliza os municípios que estão aguardando recursos por emendas viabilizadas por ele, segundo o deputado as emendas vão cair na conta das cidades, ele afirma que fará a entrega dos recursos normalmente.

“Meu filho é deputado estadual a minha esposa é vereadora [em Londrina], a família Boca Aberta vai continuar independente de mandato defendendo os interesses da população. ” Informa o deputado que finaliza; “É triste o que aconteceu com o povo de Londrina, com o povo abençoado que confia e acredita no nosso trabalho. ”... “Fomos cassados porque não somos aliados do sistema! Nós batemos de frente com esse sistema porco, sujo, imundo, que oprime e escraviza o nosso povo! ”


O Suplente

A cadeira deixada por Boca Aberta será do primeiro suplente da coligação.

Osmar Serraglio se torna o primeiro na linha de sucessão para voltar à Câmara Federal.

O ex-deputado Osmar Serraglio foi ministro da Justiça no governo Michel Temer (MDB) e acusado de obstruir as investigações da Operação Lava Jato feitas pela Polícia Federal (PF). Serraglio também foi acusado de ter defendido anistia do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, na época preso em Curitiba.


Da decisão

Segundo o TSE, Boca Aberta não poderia ter concorrido ao mandato em 2018 devido a uma condenação criminal por denunciação caluniosa, confirmada por decisão do Tribunal de Justiça do Paraná; e a cassação do mandato de Boca Aberta como vereador na Câmara de Londrina, em 2017.

O deputado federal Emerson Petriv, só conseguiu concorrer nas eleições de 2018 porque uma decisão liminar (provisória) da Justiça permitiu o registro de candidatura de Boca Aberta e impediu a aplicação da inelegibilidade. Após a eleição, no entanto, essa liminar foi derrubada.

Com parecer favorável do Ministério Público, o pedido de anulação do diploma parlamentar foi feito por meio de quatro recursos de suplentes da coligação. Entraram contra o recurso os então candidatos: Valdir Rossoni (PSDB), primeiro suplente; Osmar Serraglio (MDB), de Umuarama, ex-deputado que foi ministro da Justiça no governo Michel Temer (MDB); e também Evandro Roman (PATRI).

A ação pediu que os votos de Boca Aberta fossem mantidos para a coligação “Paraná Forte”, pela qual concorreram.

Rossoni, por sua vez, assumiu uma cadeira após a morte por Covid do deputado José Carlos Schiavinato (PP), em abril deste ano. Portanto, quem poderá assumir a cadeira é Serraglio, faltando apenas um ano e quatro meses para concluir o mandato.

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