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Motoristas do transporte coletivo de Maringá anunciam greve para segunda (12), mas justiça determina que 70% da frota seja mantida

 

Divulgação/ Capa: Repórter Jota Silva - Foto: Márcio Naka/Arquivo/PMM

Funcionários de duas empresas de transporte coletivo de Maringá anunciam paralisação de 24h para segunda, 12 de julho, a greve foi organizada pelo Sinttromar, sindicato que representa motoristas de ônibus.

O sindicato alega que não houve negociação do reajuste salarial dos trabalhadores, atrasado há dois anos.

As empresas de transporte coletivo Cidade Canção e Cidade Verde entraram com pedido de liminar a Justiça. Na liminar as empresas requerem manutenção de 90% da frota durante a paralisação e multa de R$ 200 mil em caso de descumprimento.

As empresas de transporte coletivo também alegam ‘risco à saúde pública’ se a paralisação continuar, porque segundo elas, gerará aglomeração em pontos de embarque e desembarque e na frota reduzida, num momento em que há risco de propagação da variante Delta do coronavírus.

 

Decisão da Justiça

 

O desembargador do Trabalho, Célio Horst Waldraff, determina que a frota seja mantida em 70% nos horários de pico, das 5h às 9h, e das 17h às 20h, enquanto durar a paralisação. Nos demais horários devem circular 50% da frota. Em caso de descumprimento a multa aplicada será de R$ 100 mil.

O interdito proibitório também determina que os grevistas estão proibidos de bloquear a saída de ônibus nas garagens e que caso isso aconteça as empresas estão autorizadas a requerer o uso de força policial.

Os grevistas são obrigados a manter distanciamento, usar máscaras e utilizar álcool em gel. Em caso de descumprimento dessa medida sanitária, a multa será de R$ 20 mil.

Uma audiência de conciliação virtual foi marcada pela Justiça do Trabalho para terça-feira (13) às 9h.

 


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