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Capitão Rodrigo, amigo do deputado Adrian José é preso em operação do Gaeco

O comandante da 4º Companhia de Polícia Rodoviária Estadual, em Maringá, capitão Rodrigo dos Santos Pereira, grande amigo do deputado Soldado Adrina José, foi preso durante a Operação Força e Honra, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná, e a Polícia Militar, na manhã de hoje, 14. 

Curiosidade - O slogan Força e Honra foi bastante explodado pelos deputados Sargento Fahur e Soldado Adriano José durante as eleições de 2018.

A investigação aponta que o capitão Rodrigo, que tomou posse no comando da CIA, em novembro de 2019, fazia parte de uma organização criminosa composta por policiais militares e empresários, ele é suspeito de receber propina para favorecer o esquema e de manter policiais que participam das ações criminosas, em pontos chaves de negociação.

Capitão Rodrigo dos Santos Pereira, comandante da 4º Companhia de Polícia Rodoviária Estadual, em Maringá

Ao todo foram compridos 15 mandados de prisão preventiva, 54 mandados de busca e apreensão e 27 medidas cautelares de suspensão do exercício da função. Quinze policiais rodoviários estaduais e um vereador, que também não teve seu nome divulgado pelo MP, em Campo Mourão foram presos. Todos foram encaminhados para a 2ª Escola de Formação, Aperfeiçoamento e Especialização de Praças (Esfaep), em Maringá. 

A investigação começou em agosto de 2020, após a Corregedoria da Polícia Militar receber a denúncia de uma vítima. Por isso, a operação foi acompanhada de perto pelo comandante-geral da Polícia Militar do Paraná, coronel Hudson Leôncio Teixeira. Foram 36 residências de militares alvos de cumprimento de mandatos de busca e apreensão, além da Companhia em Maringá, do posto rodoviário estadual de Cianorte e os postos rodoviários de Iporã, e Cruzeiro do Oeste. Alguns policiais foram presos em flagrante. Um deles saindo do expediente com quase R$ 4 mil em cédulas. 

Em outro posto policial, as equipes encontraram máquinas de contar cédulas. Em Cianorte, um estabelecimento também foi alvo de cumprimento de mandato, assim como em Maringá, Cruzeiro do Oeste, Umuarama, Goioerê, Campo Mourão, Paranavaí, Maria Helena, Doutor Camargo, Mandaguari, Tamboara, Nova Esperança, Uniflor, Jussara, Mandaguaçu, Marialva, Guaíra, Cianorte e Iporã. Foram retirados de circulação, distintivos, armas, coletes balísticos, cédulas funcionais, documentos diversos, equipamentos eletrônicos, aparelhos celulares, valores em espécie e veículos. 

Todos os mandados foram expedidos pelo Juízo da Vara da Auditoria da Justiça Militar e pelo Juízo da 2ª Vara Judicial de Cruzeiro do Oeste. 

PROPINA PARA LIBERAR CONTRABANDO E DROGAS 

Os detidos são suspeitos de participarem de um esquema em que policiais rodoviários recebem propina para permitir a passagem de veículos transportando mercadorias contrabandeadas, ilegais, ou até facilitar o tráfico de drogas nas rodovias da região. A investigação apura ainda situações em que policiais liberavam infratores que não aceitavam o pagamento de propina, depois de ficar com parte da mercadoria e negociar esses produtos com empresários do ramo. 

Outra linha de investigação é do possível favorecimento na indicação de policiais para trabalhar nos postos de fiscalização, em troca de repasse de propinas. As investigações começaram em agosto de 2020, após uma denúncia ao Ministério Público. 

O trabalho foi feito pela Corregedoria da Polícia Militar em conjunto com o núcleo de Umuarama do Grupo Especializado na Proteção do Patrimônio Público e no Combate à Improbidade Administrativa (Gepatria) e o núcleo do Gaeco em Cascavel. Os crimes investigados são de concussão, corrupção passiva, peculato, prevaricação, falsidade ideológica, lavagem de ativos, e eventual receptação, realizados por organização criminosa. 

Segundo coronel Hudson Teixeira, a investigação está apenas em primeira fase, os aparelhos celulares e computadores serão periciados, e o patrimônio dos policiais detidos, averiguados, já que segundo um levantamento preliminar, a incompatibilidade dos rendimentos lícitos se aproxima de R$ 6 milhões.

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