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CRM-DF publica nota contrária ao lockdown, “Lockdown isolado não serve de nada”, diz presidente

 

Farid Buitrago Sánchez, presidente do Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal

Após o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), decretar lockdown (fechamento) para conter o avanço da covid-19, o Conselho Regional de Medicina (CRM-DF), enviou, nesta segunda-feira 1º, nota contrária às medidas sanitárias implementadas pelo governo. O conteúdo também está no site oficial da entidade. Na nota, o CRM diz que "tal medida já se mostrou ineficaz, condenada até mesmo pela própria Organização Mundial da Saúde (OMS) nas palavras do Dr. David Nabarro: 'O lockdown não salva vidas e faz os pobres muito mais pobres'".

Coletiva de Imprensa - lockdown no DF

presidente do Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal (CRM-DF), Farid Buitrago Sánchez, manteve a posição contra o lockdown no DF, divulgada em ofício enviado ao governador Ibaneis Rocha (MDB) nessa segunda-feira (1º/3). Em entrevista coletiva realizada na tarde desta terça-feira (2/3), Sánchez voltou a afirmar que o “lockdown, na forma como foi decretado no DF, é ineficaz”, disse.

Para Farid Buitrago Sánchez o ofício refere-se ao momento em que o DF vive. “Esse decreto do governador não diminuiu a transmissibilidade do vírus. O serviço de transporte público, por exemplo, continua a funcionar. A transmissão do vírus vai acontecer. A transmissão do vírus não vai diminuir com lockdown como foi feito”, afirmou.

Para ele, o lockdown só daria certo se fosse aliado a outras medidas, como o distanciamento social e a vacinação em massa, além da abertura de mais leitos de UTI. “Estávamos à beira de um colapso e UTIs foram desmobilizadas. A Secretaria de Saúde não se preparou da forma adequada. Essa medida isolada é feita de forma errada”, reforçou.

Sobre a polêmica provocada pelo ofício, Farid Buitrago Sáchez afirmou que a divergência ocorre, e isso é normal. “É importante que a discussão seja trazida à tona. Há divergências até em torno do uso de máscaras. É importante que se discuta. Difícil chegar a um consenso”, acredita.

“A crítica ao lockdown é sobre como foi adotada no DF, como medida única de contenção da Covid-19 no DF. Já sabíamos que os casos iriam aumentar e nada foi feito. Nesse contexto, essa medida não foi adequada. Voltaremos atrás se for o caso, se tivermos errados. Estamos abertos para ouvir opiniões”, completou o presidente do CRM-DF.

Veja a nota pública do CRM-DF:

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